“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mt 27,46): aprendendo a derrotar o Mal

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Palavras-chave:

Deus

Resumo

O artigo pretende observar a pedagogia de Jesus em momentos decisivos da vida humana, quando o ser humano se sente abandonado e coberto de males. O foco recai sobre a questão da indiferença e do abandono. A autora coloca em paralelo as versões do escritor José Saramago, em O Evangelho segundo Jesus Cristo e o cineasta Wim Wenders, com sua película Alice nas Cidades e a passagem do evangelho de Mateus sobre o grito de Jesus na cruz.Omundo de hoje, de diversos modos, sente o abandono de Deus. Conclui-se que um suposto abandono pode pender para o bem. No sofrimento é possível não ser patético, mas evitar a indiferença, olhar para o outro e caminhar junto. É o que demonstra, na prática, Jesus ao colocar-se no lugar dos seus semelhantes, experimentando, em sua vida e na cruz, a condição de toda a humanidade.

Biografia do Autor

Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa, Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil

Doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Mestra em Estudos Lingüísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professora na Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil.

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Publicado

25/10/2021

Como Citar

BARBOSA, T. V. R. . “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mt 27,46): aprendendo a derrotar o Mal. Estudos Bíblicos, São Paulo, v. 29, n. 113, p. 101–121, 2021. Disponível em: https://revista.abib.org.br/EB/article/view/356. Acesso em: 18 jul. 2024.

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